A difícil jornada rumo à Câmara Municipal – por Zamyrton Rocha

Concorrer a uma vaga para o cargo de Vereador não é nada fácil. É, talvez, a jornada mais difícil para a um candidato em uma campanha político-eleitoral-partidária. Afinal, o candidato a Vereador é o cidadão que está mais próximo dos munícipes, e por isso é ele que sai de casa em casa em seu município à busca de conquistar o voto.

O cidadão que pretende concorrer a um cargo para ocupar vaga no Poder Legislativo Municipal tem uma longa estrada a percorrer. O cidadão precisa ter 18 anos de idade, obter o respeito e o apoio – inicialmente de seus familiares e amigos -, escolher um partido e filiar-se a ele ( tempestivamente dentro do prazo estabelecido por lei), convencer os correligionários do partido – especialmente, os convencionais a escolherem seu nome em convenção -, e assim disponibilizar seu nome para homologação na Justiça Eleitoral. A partir daí, o cidadão estará pronto para ser candidato.

Ao se eleger Vereador, o cidadão tem uma grande responsabilidade diante de seus eleitores. Depois de eleito ele deixa de ser representante, especificamente, de seus eleitores para ser representante de todos os seus munícipes. O Vereador tem que ser exemplo, tem que ter uma conduta moral e social ilibada de forma que não venha envergonhar seus representados.

O nome “candidato” vem do latim, que quer dizer: cândido (puro). A pureza do cidadão é uma característica que todo pretendente a concorrer a um cargo político eleitoral deveria tê-lo, mas uma característica verdadeira – não aquelas adotadas somente por ocasião do período eleitoral, característica adotada por boa parte dos candidatos que se utilizam do sofisma (discursos de uma falsa verdade), na tentativa de angariar votos e se elegerem.

Outra coisa muito importante para os candidatos a Vereadores é ter a consciência do seu verdadeiro papel como legislador, pois, são muitos os candidatos, e até Vereadores, que não sabem do seu verdadeiro mister. Quantos não são aqueles que se elegem, e depois da eleição colocam as mãos na cabeça e dizem pra si: “meu Deus, fui eleito, e agora o que vou fazer?!”, e quantos não são os Vereadores que cumprem um mandato inteirinho e ao sair não sabem do verdadeiro papel do legislador?

A falta de informação e preparação dos candidatos aos cargos do Poder Legiferante é tão evidente e presente, que muitos deles discursam dizendo que, se forem eleitos, construirão escolas, hospitais, pontes… sendo que isso não é a sua função. A função do Vereador é precipuamente legislar, e, por conseguinte, exercer a função que seja talvez a missão mais espinhosa: a de fiscalizar as ações do Poder Executivo.

Assim sendo, fica a dica aos pretensos candidatos a Vereador: procurem saber de seu verdadeiro papel para ao alcançar o primeiro passo para a sua carreira política, para que possa exercê-la com conhecimento de causa.

Tenho dito.

Zamyrton Rocha

O autor é Jornalista, escritor, bacharel em Direito, palestrante e consultor político. Possui experiência de mais de 30 anos em campanhas eleitorais, na coordenação e elaboração de planejamento, estratégias e mobilização.