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Um homem foi preso na noite de terça-feira (27), após matar Aelisson Modesto de Souza, de 39 anos, com um tiro nas costas na Zona Leste de Porto Velho. O crime ocorreu na residência da vítima, localizada no cruzamento da Rua Aruba com Clóvis Machado, no Bairro Tancredo Neves. De acordo com a Polícia Militar (PM), houve troca de tiros com os suspeitos e dois ainda conseguiram fugiram. Vítima e suspeitos são ex-presidiários.

Testemunhas relataram à polícia que três homens chegaram em um carro prata, dois deles desceram e invadiram a casa atirando. Aelisson ainda tentou correr mas acabou sendo atingido nas costas e caiu no chão. Rapidamente retornaram para carro e fugiram em alta velocidade.

Os familiares da vítima a levaram para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) na Zona Leste, mas Aelisson não resistiu e morreu quando recebia atendimento médico. A PM foi acionada no endereço do crime e quando seguiam para atender a ocorrência de disparo de arma de fogo encontraram os suspeitos em fuga. Foi dada ordem de parada e os bandidos atiraram contra a guarnição e continuaram em fuga.

Já na Rua Moinho de Ventos, no Bairro Mariana, o motorista parou o carro e os dois suspeitos desceram. O motorista continuou a fuga tomando sentido ignorado. Os policiais novamente trocaram tiros com os suspeitos que se embrenharam em um matagal próximo.

A PM pediu apoio de outras guarnições. Após alguns minutos, Fabrício Oliveira Siqueira, de 24 anos, foi localizado com um revólver calibre 38 com cinco munições deflagradas e uma intacta. Ele negou que tenha executado a vítima e disse que foi o outro suspeito, identificado como Manoel Ferreira Monteiro, também presidiário, que estava com ele na hora do crime e teria sido o autor do disparo que matou a vítima.

Fabrício recebeu voz de prisão e foi encaminhado para Central de Flagrantes. A motivação do crime, segundo Fabrício, teria sido por acerto de contas com o tráfico de drogas. Segundo a polícia, a vítima saiu da cadeia há alguns meses e os suspeitos saíram do presídio há quatro dias e planejaram a execução da vitima, que tinha passagem pela polícia pelo crime de tráfico de drogas. O corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) para necropsia e o caso é investigado pela Delegacia de Homicídio.

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