AMAPÁ: Morador tem débito de R$ 6 mil em conta de água: ‘Nunca recebi serviço, não tem nem cano’

Consumidor foi cobrado por gastos referentes ao período de junho a novembro de 2017. Policial militar reclama que não há água encanada na residência dele, na Zona Sul de Macapá.

O policial militar Ewerton Dias, de 41 anos, recebeu uma conta de água com débito no valor de R$ 6 mil, cobrando gastos referentes ao período de junho a novembro de 2017. Ele ressalta, no entanto, que a residência onde mora, no conjunto Laurindo Banha, na Zona Sul de Macapá, nunca teve o fornecimento do serviço, mas todos os meses a cobrança chega até ele.

A Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) informou, em nota divulgada na tarde desta quarta-feira (20), que não houve registro de nenhuma reclamação na ouvidoria ou no atendimento presencial, mas que vai enviar uma equipe no local para avaliar a situação.

Indignado, o policial fez uma postagem na rede social Facebook. Ele conta que reside há quase 10 anos no conjunto e diz ter um poço artesiano onde retira água. O militar informou ao G1 que já procurou a companhia, mas a situação nunca foi resolvida.

“Já fui lá, expliquei que não tem água e até vieram um dia para cortar a água por causa do não pagamento das contas, mas não acharam nem o cano. Desde quando vim morar aqui, nunca tive o serviço na minha casa e por isso mandei fazer um poço. Não entendo essas cobranças”, disse.

Na postagem de Ewerton, outras pessoas relataram passar por situação semelhante. “É a mesma coisa aqui. Nunca houve água. Mas eles insistem em fazer cobranças”, informou uma usuária.

 Morador reclamou sobre situação na rede social Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)

Serviço

A Caesa reforçou que, para avaliar o problema, o usuário deve relatar a situação no setor de atendimento do órgão, localizado na Avenida Ernestino Borges, número 222, no Centro de Macapá.

Ainda na nota, a companhia informou que a matrícula registrada na casa não está no nome dele, e que nem ele e nem a pessoa indicada no registro formalizaram reclamações. No sistema, está informando, segundo o órgão, que o fornecimento de água no trecho onde mora o policial está cortado desde 2006.

“De todo modo, estamos emitindo uma ordem de serviço onde uma equipe será encaminhada no endereço em questão para fazer uma inspeção no local e tomar as devidas as providências”, indicou a nota.