AMAPÁ: Mulheres receberam salários 0,9% maiores que os homens em 2016, diz IBGE

Pesquisa analisou rendimentos na PNAD Contínua. Cerca de 10% da população com maiores rendimentos concentrava 43% da renda no ano passado.

Entre a população ocupada no Amapá, as mulheres receberam, em média, R$ 2.049 por mês em 2016. A média salarial foi 0,9% maior que a dos homens, que receberam no ano passado R$ 2.030. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2016, segundo o instituto, o mercado de trabalho amapaense era composto por 286 mil pessoas ocupadas com 14 anos ou mais de idade, sendo que 58,4% dos postos de trabalho era de homens. O rendimento médio mensal real foi de R$ 2.038 entre as pessoas ocupadas, dos dois sexos.

A pesquisa indicou ainda que 1% dos trabalhadores amapaenses com os maiores rendimentos recebia R$ 18.344, em média, ou 25 vezes mais do que a metade com os menores rendimentos de trabalho (R$ 733).

A desigualdade é grande também quando se observa que 10% das pessoas com os maiores rendimentos possuíram 43% do rendimento mensal real domiciliar per capita do Amapá em 2016, que foi de R$ 688 milhões. O cenário foi parecido em todo o país.

Das 776 mil pessoas residentes no Amapá, segundo o IBGE, 379 mil (48,8%) possuíam algum tipo de rendimento no ano passado. Destes, 36,8% tinham rendimentos do trabalho e 15,8% recebiam rendimentos de outras fontes.

Ganhos por raça e escolaridade

A PNAD Contínua também elencou salários pagos entre raças. Os dados apontaram que, entre a população ocupada, os pardos ocuparam 65,3% dos postos de trabalho; os brancos, 22,5%; e os pretos, 11,3%.

Quando se compara o ganho salarial entre eles, a PNAD descreveu que os brancos (R$ 2.439) ganharam 23% a mais que as pessoas pardas (R$ 1.879) e 12% a mais que as pretas (R$ 2.146). Média de rendimentos do amapaense por raça em 2016 (R$)

Os trabalhadores do Amapá com ensino superior ganharam em média R$ 4.303, quase 3 vezes mais do que aqueles com apenas o ensino médio, que ganharam R$ 1.597 por mês, e cerca de 5 vezes mais do que aqueles que se consideraram sem instrução (R$ 924).