AMAPÁ: Namorada diz que jovem morreu após brincadeira de ‘roleta-russa’

O jovem Nazareno Rodrigues dos Santos, de 20 anos, morto com um tiro na cabeça na noite de domingo (21), na Zona Sul de Macapá, foi baleado durante uma brincadeira de “roleta-russa”, informou a Polícia Civil. A versão foi dada pela namorada dele, de 14 anos, única pessoa que estava no local no momento do disparo.

A situação é apurada na Delegacia de Investigação de Atos Infracionais (Deiai), e, segundo o delegado Armando Jacob, os dois estavam no quarto de uma casa quando ele teria iniciado a brincadeira. A menina disse que Nazareno iniciou a “roleta-russa” como “prova de amor”.

“Ele teria dito para ela sobre o que faria por causa de amor. Pegou o revólver calibre 38, tirou cinco das seis munições, encostou na cabeça, fez o primeiro disparo no ‘seco’, e o segundo encostou na testa, quando saiu o disparo. A menina se desesperou e saiu correndo, pedindo ajuda. Não tinham testemunhas, só [estavam] os dois, sozinhos”, relatou o delegado.

Jacob completou que o caso é tratado inicialmente como morte acidental, mas aguarda o resultado de laudos periciais para comprovar a suspeita. O delegado lamenta que o local do crime foi bastante alterado durante o socorro feito pela família e a arma usada pelo jovem não foi encontrada.

A menina foi ouvida na condição de testemunha, e posteriormente, a Deiai vai ouvir outros familiares de Nazareno. O delegado explicou que a “roleta-russa” consiste em deixar uma bala no tambor do revólver, fazê-lo girar e apontar o cano da arma para si ou para outra pessoa.

“Não descartamos a hipótese de homicídio até o momento. O local foi absolutamente adulterado, o local estava cheio de gente e levaram algumas coisas necessárias à investigação, porque essa vítima teria um envolvimento com tráfico de drogas”, reforçou Jacob, acrescentando que não foram encontrados antecedentes criminais de Nazareno.

Minutos após a ocorrência, a adolescente que namorava há cerca de dois meses com o jovem, teria dado versões diferentes à Polícia Militar (PM), entre elas suicídio e até que uma terceira pessoa teria cometido o assassinato, mas em depoimento na delegacia, ela apresentou somente a versão da “roleta-russa”.