Nascida com o coração fora da caixa torácica após apenas oito meses de gestação, a pequena Vanellope Wilkins precisou passar por uma série de cirurgias para ser capaz de viver uma vida normal na cidade de Leincaster, na Inglaterra. A garota foi considerada pelos médicos com chances “praticamente nulas” de sobreviver quando a mãe ainda estava nos primeiros meses da gravidez. A condição dela, chamada ectopia cardíaca, é extremamente rara e delicada, muitas vezes nem permitindo que o bebê nasça com vida. Para salvar a menina, mais de 50 médicos, parteiras e enfermeiras se reuniram na rara cirurgia, mas não antes de muita batalha por parte da mãe da criança.

“No meio da minha gestação eles falaram ‘as chances para a sobrevivência dela são quase nulas, a única opção que temos é abortar. Podemos oferecer programas de aconselhamento’ e coisas do tipo”, explicou a mãe da garota, Naomi Findlay, em entrevista ao jornal britânico Daily Mail. “Eu disse que aquela não era uma opção para mim. Se a morte tivesse que acontecer, que fosse naturalmente”, contou. Desacreditada por médicos, que continuavam a afirmar que a garota não sobreviveria e poderia ter graves problemas de saúde se chegasse a nascer, a mãe não descansou até achar um cardiologista que se disponibilizasse a acompanhar a gestação e fizesse exames mais detalhados.

Assim que a menina nasceu em uma cesariana, os médicos a colocaram dentro de uma “sacola” plástica esterilizada, evitando infecções. Ela foi entubada e teve medicamentos administrados pelo cordão umbilical. Por cerca de uma hora, os médicos abriram um buraco de 2,5 centímetros ao redor do órgão e colocaram uma espécie de anel plástico que não permitia que ele fechasse. A abertura foi deixada daquela forma por cinco dias a fim de que o coração voltasse naturalmente para dentro do corpo. Após este período, a pele foi vedada com uma membrana especial que não permitiu que a pele crescesse ao redor do coração. A menina passa bem.