“O BNDES está aberto e tem recursos para financiar os projetos da Suframa e para atender todas as necessidades de recursos financeiros do Estado de Rondônia”. Esta afirmação é de Ian Guerriero, agente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a Região Norte, que representou nesta quinta-feira (11) o presidente da instituição na 285ª Reunião do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa (CAS), em Porto Velho.

Em meio as reclamações quanto a exclusividade dos interesse de Manaus em detrimento dos interesses dos estados membros sobre a gerência de distribuição dos recursos da Suframa, confirmados pela prefeita de Rio Branco (AC), Socorro Neri, e por Antonio Geraldo Afonso, da Superintendência de Desenvolvimento de Rondônia (Sedi), o agente do banco fez ver que todos os entes, estados e municípios da região, podem contar com o apoio do BNDES para financiar seus projetos, independentemente da participação da Suframa.

De acordo com o economista Ian Guerriero, a expectativa é de que o BNDES financie os 12 projetos da pauta do CAS, que vai injetar cerca de US$ 120 milhões na economia da região, e gerar, por conseguinte, cerca de 300 novos empregos diretos na área da Zona Franca. E como resposta às reclamações dos agentes públicos, ele disse que não há crise de falta de recursos, destacando que estados e municípios podem e devem aproveitar todas as linhas de crédito disponíveis e apresentar seus projetos ao banco.

O governador Daniel Pereira participou de uma reunião preliminar com os integrantes do CAS em seu Gabinete, e depois da reunião de trabalho no auditório Jerônimo Santana, e como anfitrião demonstrou seu apreço à instituição e seus membros, e falou das potencialidades e necessidades do Estado.

O dirigente do BNDES, por seu turno, disse que vem mantendo um bom e produtivo relacionamento com o Governo de Rondônia, que tem se mostrado interessado em projetos inovadores, mas ainda a depender da formalização desses projetos.

Ian Guerriero disse que o banco tem dinheiro e pode financiar projetos industriais e comerciais de grande porte, pequenos negócios, máquinas e equipamentos, infraestrutura do setor público, e até para capital de giro, como suporte para os empreendimentos em início de atividade ou já implantados.

Segundo ele, neste ponto o banco não tem uma prioridade estabelecida, observando que para o tomador, os financiamentos de projetos inovadores e tecnológicos apresentam custos mais baixos, com relativa diferença dos projetos de prestação de serviços e obras rodoviárias e civis, projetos que também são financiadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), e que é uma outra importante fonte de recursos financeiros estáveis para o crédito de fomento da Região Norte.

Fonte: Assessoria