Esta foi contada pelo jornalista Pinheiro de Lima, fato ocorrido em 1977 ou 1978, quando a equipe da Rádio Caiari, ele incluído, foi fazer a cobertura do Copão da Amazônia, em Rio Branco.

Narrador, comentarista, dois “latinhas” (repórteres de pista) foram na antevéspera e o técnico de som ficou de ir na véspera. “Quando chegar no aeroporto telefona”, disseram os que foram na frente. Sem mais o que fazer em Rio Branco o Pinheiro foi ao aeroporto ribranquense esperar o técnico. O avião da Cruzeiro do Sul poucos, desceu quem tinha de descer, e nada.

A turma já providenciara até apoio do pessoal da Rádio Difusora acreana para emprestar um técnico e equipamento. Mas na madrugada do dia do jogo o telefone tocou no Hotel Rio Branco e do outro lado da linha a voz do técnico de som. “Cheguei, venham me buscar”.

Como? Quiseram saber os membros da equipe. Mas o técnico explicou: “Eu tava no aeroporto de Porto Velho esperando o avião e a moça disse pelo alto falante que não tinha teto para o avião pousar. SE avião com teto cai, imagina um sem ele? Aí fui pra Rodoviária e vim de ônibus”.

LÚCIO OPINA
Lúcio Albuquerque, repórter e membro da Academia de Letras de Rondônia