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O professor Adalto Aberl Crist relatou o sofrimento de alunos para chegar até a escola no distrito de Verde Seringal, no município de Corumbiara.

De acordo com ele, a ponte localizada entre as linhas 05, no travessão do “marimbondo”, que dá acesso ao referido distrito e que é de responsabilidade da prefeitura, está em condições precárias.

Devido a esta situação, alunos que moram na região fazem baldeação do transporte escolar para chegar até a unidade educacional.

Adalto explicou a situação: “Essa ponte apresenta problemas há mais de um ano e, toda vez que a prefeitura vai até lá para fazer a recuperação da mesma, o maquinário só joga lá duas caçambas de terra na cabeça da ponte, empurra pra cá, prá lá e vá embora. Essa ponte só tem duas vigas de sustentação, que estão totalmente comprometidas, soltas, e acabou de afundar a cabeceira. Alunos passam por cima, fazendo baldeação do transporte escolar para chegar à escola. São mais de 100 estudantes nessa região que dependem dessa ponte para ter acesso à escola Colina Verde, já que nenhum todo mundo cabe dentro dos outros veículos”.

Ele completou dizendo que “a escola funciona normalmente e os estudantes estão perdendo aula. A população pretende fazer uma mutirão e recuperar a ponte. Existe convênio firmado entre o município e Estado, mas não está sendo executado corretamente”.

Ponte é de responsabilidade da prefeitura / Foto: Divulgação

O educador reclamou da falta de sensibilidade e responsabilidade das autoridades municipais.

“Em Corumbiara, o ‘trem’ está feio. As autoridades municipais – prefeito e vereadores – só recebem seus salários. Para eles está muito bom. Agora, a comunidade tem que resolver esses problemas na base do enxadão, da carriola, na motosserra, porque aqui não tem administração pública não, acabou tudo. O povo está sofrendo com essa gestão municipal que está aí. Todas as estradas do nosso município estão em condições precárias, que são de responsabilidade do município e do Estado. Tem cratera para todo lugar”, encerrou.

“Maquinário só joga lá duas caçambas de terra na cabeça da ponte, empurra pra cá, prá lá e vá embora”, diz o denunciante / Foto: Divulgação