Meu nome é Zamyrton Rocha, nascido em Porto Velho-RO, em 09/02/1962, no leito da antiga maternidade Darci Vargas, onde hoje abriga a Secretaria Municipal de Administração. Portanto, conheço a minha cidade desde quando sua zona urbana tinha como limite a Rua Salgado Filho, pois quem caminhava da beira do Rio Madeira pela Rua Dom Pedro II, no sentido, hoje rodoviária, seu centro urbano terminava na Rua Salgado Filho.

Amo a minha terra, não tenho vergonha de dizer que sou daqui, aliás digo que sou daqui com muito orgulho! Vejo a minha terra como uma terra de oportunidades, se assim não fosse, ela não abrigaria pessoas de diversas regiões do Brasil e de outros países, e diga-se de passagem, pessoas que fincaram raízes aqui, constituíram famílias e obtiveram sucesso profissional e/ ou empresarial, por pura dedicação e competência.

Agora vamos ao que me indignou e me deixou deveras magoado. Li recentemente um texto publicado em 30/10/2016, e escrito por alguém que diz está em Porto Velho há 36, o título do seu artigo está estampado assim: “Meus pêsames, Dr. Hildon!”. Ele se utiliza desse expediente escrito para depreciar e estigmatizar a nossa cidade, com expressões nada modestas: “antessala do inferno” e “maldita currutela fedida”, transformando nosso lugar em algo nefasto.

Concordo que nossa cidade nunca foi modelo, e que existem um monte de defeitos e problemas que precisam ser resolvidos. Mas discordo de alguém que veio sei lá de onde, está aqui há 36 anos, sabe e convive por todo esse tempo no meio da “sujeira, lixo, catinga, carniça, fedentina, bosta, esgoto a céu aberto e imundície é o que não faltam por aqui. Além de ser fedorenta, sem árvores, escura, violenta, sem praças, sem planejamento urbano nenhum e repleta de gente mal educada”. Sinceramente: não sei o que o prende aqui cidadão, por todo esse tempo.

Assim sendo, eu, e creio que a maioria dos portovelhenses, gostaríamos de saber, e se você puder nos responda: o que o faz manter-se aqui por todos esses 36 anos?

Outras perguntas: não será Porto Velho que mata a sua fome e de sua família por 36 anos? Do lugar de onde você veio não lhe oferece condições de sobrevivência tal qual Porto Velho? Precisamos mesmo saber o que o prende aqui por todo esse tempo.

Penso que se você fosse um pouquinho, decente, inteligente, competente e primasse por uma vida digna pra você e sua família, não se submeteria a viver por tanto tempo em uma cidade que lhe causa asno.

Professor Nazareno. Não o conheço, mas depois que li suas mal fadadas linhas referindo-se a Porto Velho, fiz questão de pesquisar a seu respeito, e bastou um clique no “Google” para ver outros artigos de sua autoria, dentre eles citamos alguns títulos como: Eu não posso ser expulso de Rondônia; Sonhei morando no inferno; Satanás, protetor de Porto Velho; entre outros. Confesso que ao ler seus artigos, nas entrelinhas percebi o seu ódio por Porto Velho. E isso me deixou muito triste.

Com tudo o que já escreveu a respeito de Porto Velho, e permanece morando aqui, isso me leva a pensar que você possui um desequilíbrio emocional ou é investido de insanidade mental.

Outra coisa, independente da minha vontade, chegou até mim, a informação de que o senhor já foi vítima de uma alergia, que por conta de um tratamento errado, teve sérios prejuízos na epiderme. Tendo inclusive que recorrer a tratamento fora de nossa cidade. E para isso, teve que contar com a ajuda das pessoas de Porto Velho, que fizeram campanha para arrecadar fundos para auxiliar em seu tratamento.

Diante de tudo isso, tenho uma sugestão a lhe fazer: dedique-se e aprenda a amar Porto Velho ou deixe-o.

Tenho dito!

Zamyrton Rocha

O autor é Jornalista, escritor, bacharel em Direito, palestrante e consultor político. Possui experiência de mais de 30 anos em campanhas eleitorais, na coordenação e elaboração de planejamento, estratégias e mobilização.