A eleição em Porto Velho já está decidida. Quem disse isso ontem para um repórter deste AM foi um pesquisador cujo trabalho, ao longo de muitas eleições, inclusive em outros estados, tem acertado o que diz.

Conforme ele, que vem trabalhando com pesquisas em todo o estado em eleições desde 1998, mas que preferiu não se identificar nem citar o ganhador, o eleitor já decidiu como vai votar no dia 30 e que o grupo chamado “indeciso” já tem um “norte”.

Só que, conforme ele, o grupo “indeciso”, que foi bem representativo no primeiro turno e elevou em muito a quantidade de não votantes, deve ter outro comportamento para a eleição final que acontece dentro de mais 15 dias.

Com uma empresa voltada  para a pesquisa em suas várias formas em Rondônia, a fonte ouvida pelo AM disse que no returno em Porto Velho não teve contrato porque está com suas equipes atuando em dois outros estados da região, mas que decidiu fazer um levantamento apenas para verificar o andamento.

“Temos dois tipos de eleitores para este returno, afora o que já votou nos dois candidatos e que apenas vai reafirmar sua preferência. No grupo que falo ser formado por dois fatores, estão os que não votaram no turno porque sempre esperam para o segundo,  são os membros do grupo que chamamos de “voto útil” que também existe dentre os que votaram a favor dos derrotados”.

O outro fator é o eleitor, também formado pelo que votou em um dos derrotados mas que acompanha debates e programas eleitorais, que forma opinião a partir do que sabe do candidato e do que ele propõe”.

Repetindo que não daria o nome do candidato que, conforme ele, já está com o resultado definido, o pesquisador não acredita que possa haver novo “efeito manada”, como no turno, e que quando as urnas fecharem ele só vai conferir o placar em relação aos números que ele levantou até agora.

Conheço o pesquisador citado há muitos anos. Assisti uma discussão dele com um ex-empresário da comunicação que queria ver alterada uma pesquisa e o autor do trabalho disse que não faria, num levantamento feito em 1996 em Cacoal.

Em 2002 eu estava em Rio Branco (AC) onde fiquei mais de dois meses e ele foi contratado para pesquisar sobre um candidato.

Hospedados no mesmo hotel, era ainda final de setembro e ele mostrou planilha com números do returno em Rondônia. Anotei e quando saiu o resultado me surpreendi: ele errou por menos de 4%.

LÚCIO OPINA
Lúcio Albuquerque, repórter e membro da Academia de Letras de Rondônia