Famílias resistem em sair de casas atingidas por cheia em Cacoal, RO

Mais de cinco bairros já foram afetados pela cheia do Riozinho e Machado. Em caso de emergência, moradores devem acionar D. Civil e Bombeiros.

Várias famílias atingidas pela cheia dos rios Riozinho e Machado, em Cacoal (RO), se recusam sair de casa na esperança que o nível dos rios abaixem. Nesta quinta-feira (16), mais de cinco bairros já haviam sido atingidos pela água. As chuvas continuam intensas na região.

No distrito do Riozinho, mais de 20 famílias foram obrigadas a deixar as casas onde moram. Nas ruas próximas a margem do rio Riozinho só é possível transitar de barco.

O aposentado Gelson de Souza conta que a água subiu rápido e não deu tempo de salvar os objetos. “Só deu tempo de erguer as coisas, mas mesmo assim a água invadiu a casa e molhou tudo. Deixei tudo lá dentro”, conta.

O caseiro Gelson Luz também teve a casa alagada e está abrigado na casa de parentes. Ele diz que está aguardando a entrega das casas populares para morar num local mais seguro com a família.

“Não vejo a hora, pois quando começa o mês de fevereiro, onde as chuvas são mais intensas, a gente já nem dorme direito e os prejuízos são incalculáveis”, afirma o caseiro. Uma equipe da defesa civil esteve nos locais atingidos para auxiliar as famílias.

“Estamos monitorando todos os rios que cortam o município e informando as famílias que estamos à disposição de quem precisar deixar suas casas, mas ainda estamos encontrando muita resistência dos moradores. Pedimos para que eles fiquem atentos ao nível dos rios e que não demorem para sair de casa”, afirma o Francisco Nóbrega, diretor da Defesa Civil em Cacoal.

De acordo com o diretor, equipes das Secretarias de Assistência Social e Trabalho (Semast), de Obras (Semosp), de Meio Ambiente (Semma) e a Defesa Civil estão reunidas em empenhadas no auxilio as famílias atingidas pela cheia dos Rios Riozinho e Machado.

A Defesa Civil Municipal, juntamente com a Semosp, está prestando auxílio às vítimas ajudando na retirada das famílias. A Semast está responsável pelos abrigos e parte de alimentação das famílias, inclusive com acompanhamento de nutricionista.

“A Defesa Civil encaminha essas famílias aos abrigos e nós ficamos responsáveis pela alimentação. Por enquanto o número de famílias nos abrigos ainda é baixa, pois muitos preferirem ficar na casa de parentes, mas estamos preparados para dar todo suporte aos desabrigados”, finalizou o secretario de assistência social e trabalho Elias Moisés.

Além do Riozinho, os bairros mais afetados pela cheia são o Santo Antônio, Liberdade e Industrial.

O diretor da defesa civil alerta que para qualquer emergência acionem o órgão ou o Corpo de Bombeiros através dos telefones (69) 3907-4040 ou 193 dos Bombeiros.