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Um profissional de saúde procurou a Unisp (Unidade Integrada de Segurança Pública) de Vilhena no início da madrugada da segunda-feira, 24, para relatar um fato que aconteceu com ele ao tentar pedir ajuda para uma jovem que estava em uma situação de vulnerabilidade psicológica.

De acordo com o denunciante, ele foi chamado por um conhecido e a esposa, pois uma moça teria tentado se jogar debaixo do carro que o casal estava, enquanto o veículo estava em trânsito.

Por trabalhar na área da saúde, ele sabia que o correto a fazer no caso era entrar em contato com o Corpo de Bombeiros, para que a moça fosse encaminhada ao Hospital Regional de Vilhena, já que ela estava em uma situação de surto. Assim ele fez, mas, o socorro a menina foi negado.

Quando ligou aos bombeiros, ele disse que a moça, na verdade, era uma criança, já que era bem mais nova que ele. Porém, quem o atendeu pensou que realmente se tratava de uma menor, e por isso falou ao comunicante que ele deveria chamar o Conselho Tutelar.

O homem que pedia ajuda ainda tentou explicar e disse ter falado que se tratava de uma criança porque a moça parecia jovem, mas, não sabia ao certo sua idade, pois, ela não estava com documentos pessoais. Mesmo assim, o bombeiro disse que esse caso não seria de responsabilidade dele.

Diante da negativa, o profissional de saúde ligou para a Polícia Militar, que foi ao local. Ao chegar, os policiais pediram que a testemunha chamasse o Corpo de Bombeiros, pois seria responsabilidade deles lidar com a situação. Ao fazer uma nova ligação, o mesmo bombeiro atendeu o telefone e disse que não acolheria o chamado, já que se tratava de uma menor de idade. Novamente, o comunicante tentou explicar que não sabia a idade da jovem, mas, teve o pedido de ajuda negado.

A moça estava em estado de choque, e tentava fugir a todo tempo. Nessa condição, ela foi levada ao Hospital Regional de Vilhena pela PM.

Depois de ter socorrido a moça, o homem que acionou ajuda recebeu um telefone que seria do Corpo de Bombeiros, porém, era outro militar que estava na linha. Ele questionava sobre o acontecimento, que lhe foi explicado, mas, disse que não prestariam ajuda porque só havia uma viatura no quartel. O profissional de saúde ressaltou que era uma urgência psiquiátrica e então ouviu que era para esperar no local, pois iriam até lá.

Após alguns minutos aguardando sem ninguém aparecer, o homem desistiu e foi para sua casa. Logo depois de chegar, começaram chamá-lo no portão e, ao sair, ele se deparou com dois conselheiros tutelares e dois militares do Corpo de Bombeiros, que o questionavam sobre a situação.

Um dos bombeiros se negou a cumprimentar o comunicante, o que fez com que o homem entrasse para seu quintal e fechasse o portão, se sentindo intimidado. De dentro, ele passou a responder as perguntas que lhe eram feitas e voltou a ressaltar que não sabia se a garota era menor de idade, e que ela havia sido levada ao HR.

O conselheiro tutelar, por sua vez, disse que iria à unidade de saúde para saber se realmente era uma menor a vítima do caso. Enquanto isso, a guarnição dos bombeiros esperava no portão do denunciante, que comentou ter sido intimidado durante esse tempo.

Questionamentos sobre o local em que o profissional de saúde trabalhava, ou se ele era acostumado a causar perturbações do tipo ou se ele estava feliz em ter causado tudo aquilo foram feitos. O homem se negou a passar informações pessoais e se sentiu ameaçado.

Para fazer com que a guarnição deixasse seu portão, ele simulou estar ligando para este site de notícias, o que fez com que os bombeiros deixassem o local. Posteriormente, a moça foi identificada e ficou constatado que ela tem 24 anos. O caso foi registrado para as providências cabíveis.

Fonte: Folha do Sul