Já está no hangar do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) do Estado de Rondônia, diretamente dos Estados Unidos, a mais nova aquisição da corporação: um Gran Caravan EX. A aeronave foi doada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS), não gerando ônus para o estado.

O avião custou R$ 12 milhões e os próprios pilotos do CBM foram até o país americano buscar. “Cinco pilotos nossos foram até os EUA para treinamento e avaliação, onde foram habilitados para pilotar essa máquina”, conta o capitão Philipe Maia, comandante do Grupamento de Operações Aéreas (GOA).

Moderno e arrojado, o avião conta com equipamento eletrônico G1000, já embarcado para a navegação, radar e outras funções, e o modelo é de fabricação 2018 da fabricante Cessna Aviões, já muito utilizado pela Força Aérea Brasileira e Exército.

“O grande diferencial é que, em termos de segurança, ele tem o motor mais seguro do mundo. Para se ter noção, o presidente dos Estados Unidos não voa em aeronaves que não tenham dois motores, o único que a equipe de segurança americana permite que ele viaje com apenas um motor é esse modelo, tamanha a confiança do motor”, conta o capitão.
A finalidade do novo avião, já que os Bombeiros tem outros dois menores, é também fazer o resgate e remoção de pacientes, com capacidade para duas macas e duas equipes médicas, e a função primordial é a de monitoramento de desmatamentos e incêndios florestais, assim como o combate e redução dos números dos focos.

“Os recursos que vem do exterior para o BNDS são destinados a isso, para a aquisição de equipamentos para a Amazônia Legal com esse fim de diminuir o desmatamento e as queimadas”, completa Maia.

A capacidade de cargas e bagagens é de 500 quilos, 9 passageiros, mais o piloto e o copiloto. Por ser importado e novo, o Gran Caravan passará por um processo de homologação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“Eles devem fazer a vistoria técnica inicial (VTI), o processo é encaminhado para a Anac, eles fazem matrícula da aeronave, emitem o certificado de matrícula e depois o certificado de aeronavegabilidade, e em cerca de 30 dias ele estará liberado para operar”, conclui o capitão Maia.

Fonte: Secom