O Hospital Regional do Perpétuo Socorro de Guajará-Mirim, a 330 quilômetros de Porto Velho, teve os setores de clínica médica e cirurgia interditados no último final de semana.

A decisão surgiu depois da unidade de saúde ter sido interditada, há mais de uma semana, pela Justiça do Trabalho, que estipulou o prazo de sete dias para a tranferência dos serviços oferecidos.

Com a nova interdição, os atendimentos devem ser transferidos para um hospital particular do município. A diretoria do local acabou sendo destituída pelo Ministério Público do Estado (MPE).

O hospital foi interditado pela Justiça do Trabalho, há mais de uma semana, após uma após uma inspeção no local, que constatou péssimas condições de trabalho dos servidores, conservação do hospital e materiais de expediente, segundo justificou o juiz titular da Vara do Trabalho, Carlos Antônio Chagas Júnior.

Os serviços oferecidos pela unidade hospitalar deveriam ter sido transferidos para outro local no prazo de sete dias, esgotado no último domingo (28). A decisão foi motivada pelo descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em 2015. De acordo com o termo, as condições em que os servidores exerciam as atividades são inadequadas, além da falta de material hospitalar no local.

Com a nova interdição, as internações e cirurgias serão transferidas para um hospital particular, de acordo com avaliação médica. Outros serviços serão mantidos na unidade de saúde.

Sobre os trabalhadores do hospital, em entrevista à Rede Amazônica, a secretária municipal de saúde, Sâmia Melgar, explicou que os servidores, mesmo os emergenciais, não correm risco de ser demitidos. “Em nenhum momento, a secretaria se posicionou dizendo que haverá demissão”, enfatizou.

O MPE destituiu os cargos da diretoria do hospital e deve estabelecer uma nova gestão. Por enquanto, a responsabilidade pela administração da unidade de saúde é do Município.

Do G1 RO com informações da Rede Amazônica