Uma briga, que pelo visto não é nova, entre os dois principais autores do pedido de impeachment de Dilma Roussef, é citada como causada pelo candidato Bolsonaro, por aqui muita gente ficou com a ideia de que a convenção do MDB – onde teve de tudo – já foi um filme que passou anteriormente, desde os tempos de cutubas e peles curtas, indo para a megaconvenção da “Vontade do Povo” onde até a ata da reunião desapareceu.

Com relação ao noticiário do resultado da convenção do PDT, um fato que chamou a atenção foi a notícia vir com o título de que o PDT “escolheu” o senador Acir Gurgcaz candidato ao governo. Ora, afora que eu esteja enganado, o senador é uma espécie de “proprietário” da legenda brizolista por aqui e para ninguém é novidade de que ele seria mesmo aclamado para a disputa. “Escolheu?”. Parece estar faltando algo nas redações.

No caso da afirmação de sites de que a briga entre Rale Júnior e Janaína estava sendo causada por Bolsonaro, mostra, também, uma espécie de tendência de tentar esvaziar o candidato que lidera as pesquisas de intenção de votos. Segundo o site da uol, Carla Zambelli, autora do livro “Não foi golpe”, inseriu nele que REale teria tentado tirar o pedido de impeachment para dar espaço ao apresentado pela OAB, mas Janaína não aceitou e a partir daí os dois se separaram. Então dá para ver que o Bolsonaro nada tem com a coisa.

Na convenção do MDB tupiniquim, aconteceu aquilo que não se espera de um presidente de qualquer grupo: o do MDB pelo visto estava alinhado à tentativa de fechar portas à pretensa indicação do ex-governador Confúcio Moura ao senado, porque, e isso é fácil de ouvir dentro do próprio partido, que a nova reeleição de Valdir Raupp tem forte ameaça e que provavelmente o eleitor não tratará Confúcio como segunda opção de voto, até porque, apesar dos problemas que enfrentou, conseguiu fazer um governo com boas marcas.

NO contexto quem parece estar perdendo o bonde político o governador Daniel Pereira. É só andar por aí que se observa ser ele o nome mais citado para a candidatura. Ficando com Gurgcaz, por compromissos que teriam sido assumidos na eleição de 2016 na capital, Daniel corre o sério risco de ver seu candidato continuando senador a partir de janeiro. É de se perguntar: o governador Daniel Pereira vai conseguir transferir votos para o candidato de sua coligação?

Considere-se dito!

LÚCIO OPINA
Lúcio Albuquerque, repórter e membro da Academia de Letras de Rondônia