Mais duas vítimas de estelionatários procuraram a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), nos dias 07 e 08, para registrar os golpes em que caíram em Vilhena. Essa modalidade de crime tem se tornado frequente na cidade.

Em um dos casos, a vítima tem 57 anos e comprou um automóvel pelo valor de R$ 23.980,00, em um leilão virtual. Porém, após fazer o depósito do pagamento, o veículo continuou disponível para compra. Sendo assim, ele questionou a situação com uma atendente do site, e logo em seguida viu que a publicação havia sido retirada.

O comprador recebeu uma nota fiscal, como garantia de que o transporte do veículo passaria a ser resolvido, mas, precisaria pagar um valor que estava na nota. Porém, depois de feito, não conseguiu mais contato com os vendedores.

Sendo assim, registrou o caso na Unisp.

Em outra situação, ao tentar abrir a conta em um banco, uma mulher foi informada que em seu nome havia uma restrição. Ao consultar os órgãos de restrição ao crédito, ela descobriu que o débito era referente a uma dívida com cartão de crédito, mas afirma que nunca teve um em seu nome.

Porém, como precisava abrir a conta, porque era exigência da empresa que estava sendo contratada, ela entrou em contato com a suposta credora, a Losango, onde conseguiu outro número que deveria contatar. Em conversa, via WhatsApp, ficou sabendo que o débito era referente a três parcelas de R$ 150.

Ao não concordar com o valor, ela enviou a foto da consulta que fez, em que aparecia uma restrição de R$ 175,72, mas a atendente reafirmou que tudo ficaria em R$ 450. Como a vítima disse que só tinha R$ 350, foi enviado a ela um boleto nesse valor.

Ao pagar, e enviar o comprovante, a mulher, que tem 34 anos, foi informada de que receberia um novo boleto, no valor de R$ 150. Novamente, ao pagar, recebeu uma cobrança de R$ 100. Só então ela desconfiou de que se tratava de um golpe, e procurou o PROCON, onde foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil para registrar a ocorrência.

Fonte: Folha do Sul