Márcio Poeta: a revelação que o Brasil e o mundo precisam conhecer

marcio-ppoeta-5Márcio Poeta, rondoniense de Porto Velho, tem uma trajetória suntuosa na cultura de nossa região. Em recente visita a redação do Canal R1, ele nos encheu de orgulho e satisfação.

Desde criança, quando ainda não sabia nem escrever, Márcio Poeta, já tinha uma tendência para a arte da escrita, poema sempre foi seu forte. Mas Márcio não se limita somente a escrever, é também um exímio intérprete e apresentador de suas obras poéticas em forma de “stand up”, uma verdadeira interação com o público em suas apresentações.

Mas foi aos seis anos de idade, conta o poeta, ele trazia consigo uma mania estranha: corria para o mato às 02 horas da manhã, para ficar olhando o céu e tudo brilhando lá em cima. Desejava muito poder escrever tudo o que via e sentia; “dentro da minha cabeça ouvia uma voz quando estava olhando para o universo. Meu pai vinha me buscar enraivecido, e dizia”: O que tu ta fazendo aí, menino? Tá doido. Me mandava para casa, que não ficava longe, e ia dormir com um ar de estranheza, continua o poeta. “De vez em quando tinha essa atitude, ia para o mato ver o céu. Uma vez, olhando para cima, a voz que falava comigo, disse que eu ia ser poeta”. Um poeta? O que é isso? Meu pai veio me buscar, eu estava chorando; meu pai perguntou o que era, eu disse “Eu vou ser poeta, papai”, “Eu vou ser poeta”.

Daquela noite em diante, dormia embaixo da cama, porque ouvi uma voz na minha cabeça. A voz na minha cabeça me acompanhava desde aquela noite, como um eco, afirma Márcio Poeta.

Filho de família pobre, muitas vezes, Poeta esperava os coleguinhas saírem da sala de aula para ele juntar na lixeira folhas de papéis que ainda davam para serem aproveitadas, e ao chegar em casa, Márcio passava as folhas de papel amassadas com o ferro de engomar e usando cola as transformava em uma caderneta de rascunhos para compor seus escritos poéticos.

Sua vida era escrever, Márcio diz que com o tempo descobriu que nunca criava poesias. “Acredito que ninguém tem o poder de criar, mas de receber; quanto mais você recebe, mais você realiza”. O conceito de criar é uma mentira. Só faz quem recebe. “Na poesia sempre estive pronto a receber, em aceitá-la; é na convergência das coisas, que a naturalidade se torna plena e se realiza na concretude”, continua Márcio Poeta.
Márcio é autor de um livro, já considerado um “best seler”, é o livro que tem como título: O Dono do Sol.

Poeta diz mais em sua conversa com o Canal R1: “Desde criança escrevo a cada dia um poema para aquela voz (que falava comigo) hoje, sei quem é essa voz. Ela sempre me acompanhou em todos os lugares, em todas as lutas, nas lágrimas e nas alegrias”.

Ao finalizar o bate papo com a redação de nosso veículo de multimídia, Márcio poeta fala com toda humildade e convicção que não quer com o livro que escreveu, testemunhar porque está na moda, também não quero causar proselitismo.

Minha dedicação é algo muito particular e peço, gentilmente, que isso possa ser respeitado por aqueles que não creem; mas eu sei por onde eu andei, eu sei o que aconteceu, eu sei dos perigos que vivi, e eu sei que Ele sempre esteve lá; meu Senhor e meu Rei: o Dono do sol.

Márcio Poeta, possui tudo o que o fino trato cultural exige para ultrapassar fronteiras e ser definitivamente reconhecido pelo Brasil e pelo mundo através de sua obra literária e pelo seu desempenho nas apresentações em forma de “stand up”.

Fonte: CanalaR1.com