Ministro dos Transportes diz que não faltarão recursos para obras em Rondônia

A entrega da segunda pista do viaduto do Trevo do Roque, nesta quinta-feira (3) em Porto Velho,  foi marcada por duas afirmações distintas das autoridades presentes. A primeira, de que a demora de oito anos pôs fim à credibilidade quanto a conclusão da obra. A segunda é a garantia dada pelo ministro dos Transportes, Maurício Quintela, de que os trabalhos vão prosseguir e que não faltarão recursos.

A cerimônia reuniu parte da bancada federal, o ministro e sua comitiva e o governador Confúcio Moura, além de convidados. No clima ameno e, por vezes com chuva fina, alguns discursos tiveram tom elevado com críticas que o ministro considerou justas.

Segundo Quintela, a bancada federal soube apresentar com clareza os problemas das obras e ele decidiu que precisava conhecer pessoalmente os gargalos da construção. “Disseram para não vir e que o povo estava com raiva. E o povo tem razão”, concordou.

O ministro afirmou que não havia o que ser inaugurado uma vez que o viaduto ainda não está concluído, mas garantiu que retornará em 2017 para entregar o complexo.

Após criticar os problemas com as construtoras, fato que contribuiu para a paralisação dos serviços, Quintela disse que o governo federal tem outra dinâmica e que Rondônia receberá atenção diferenciada nas obras de transportes.

DESCRÉDITO

A falta de credibilidade nos assuntos relacionados ao viaduto também marcou o discurso do governador Confúcio Moura. Segundo ele, a paralisação das obras, que aconteceu diversas vezes, não teve justificativa aceitável. “Foi deprimente, humilhou a o povo”, acentuou. Mas a entrega da segunda pista, conforme ele, melhora a autoestima da população, pondo fim a um cenário que só evocava o descrédito.

O governador disse que vê, na visita do ministro, uma demonstração de que o governo federal age diferente em relação a Rondônia. “Está claro que esta não é uma visita protocolar, é um compromisso com o nosso desenvolvimento”, avaliou.

A bancada federal, segundo Confúcio, soube conduzir as articulações para que, apesar dos problemas existentes, as obras fossem retomadas. O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), cujo diretor geral, Valter Casemiro, também veio a Rondônia na comitiva do ministro Quintela, teve participação fundamental no processo.

DRAGAGEM

Durante a cerimônia também foi  assinado o contrato para a dragagem da hidrovia do Madeira.

O contrato firmado com um consórcio representado pela construtora ETC, no valor de R$ 80 milhões, garante as obras para retirada dos bancos de areia que prejudicam a navegação num prazo de cinco anos.

Os trabalhos, conforme estabelecido no contrato, devem ser feitos mesmo em período de estiagem.

Conforme o ministro dos transportes, este é um indicativo de que o governo federal  tem outra forma de administrar para impulsionar o desenvolvimento regional.

As obras são uma garantia de navegabilidade e suporte à economia, que ficou abalada nos últimos meses, quando o  leito do rio apresentou trechos com menos de quatro metros de água.

PREJUÍZO

Sobre a dragagem da hidrovia, Confúcio Moura afirmou que é uma boa notícia para o comércio, que sentiu a ausência dos empregados demitidos porque o rio no oferece navegabilidade para o transporte de cargas em razão da estiagem.

Os senadores Valdir Raupp e Ivo Cassol, além dos deputados federais Lindomar Garçom, Marinha Raupp, Mariana Carvalho, Nilton Capixaba, Luiz Cláudio e Expedito Neto também vieram participar do evento. Em comum, deixaram claro que estão empenhados em destinar emendas para obras de infraestrutura em Porto Velho.