Durante a cerimônia, realizada no Palácio da Justiça, em Brasília, o agora ex-ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, lembrou da influência que o SUSP (Sistema Único de Segurança Pública) terá na unificação da inteligência em prol do combate ao crime organizado. Logo após, foi a vez de Jardim salientar da importância dos servidores e do combate à corrupção.

Os dois, então, assinaram, junto do novo comandante do Ministério, o termo de transmissão de cargo, oficializando o ex-juiz Sergio Moro como novo comandante do Ministério.

Em seu discurso, Moro lembrou que, apesar de ações como a Operação Lava Jato, o Brasil ainda é um dos países mais corruptos do mundo e afirmou serem necessária leis mais duras contra ete tipo de crime e que “um juiz de Curitiba pouco pode fazer, mas no governo Federal, a história é outra”.

Outra preocupação do novo ministro é o crime organizado. Moro lembrou os exemplos americano e italiano para demonstrar como uma ação organizada por parte do governo pode desmantelar estas organizações criminosas. Ele ainda afirmou que é necessário que a Justiça tenha maior empenho na incrementação de qualidade nas políticas penitenciárias e melhora na estrutura das próprias prisões, para se ter controle das comunicações de organizações criminosas, além de se proibir a progressão de penas para membros de tais facções.

O novo ministro disse que pretende ampliar a cooperação internacional, para dificultar que criminosos internacionais “se escondam” no Brasil ou que brasileiros busquem refugio em outros países. Mas também ampliando as parcerias dentro do próprio país, iniciando “um ciclo virtuosos para diminuição de todos estes crimes, seguindo o legado de governos anteriores”, fazendo isso “em parceria com estados e municípios”.

Dentro dessa parceria, Moro ainda conta com a ajuda do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para unificar e expandir o cadastro nacional biométrico, facilitando a prevenção de crimes e agilizando a identificação de culpados quando estes ocorrerem.

Outro compromisso firmado foi com a liberdade de todos os órgãos sob a tutela do Ministério, como a Polícia Federal e a COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), garantindo verbas também para as operações vindouras.


Fonte: R7