Durante oito anos (1994/2002) um sujeito, distante do “politicamente correto” e com um discurso mais longe ainda dos profissionais da política e dos políticos carreiristas, governou uma das grandes cidades do mundo, até então citada como das mais violentas do Planeta.
O nome da cidade é Nova Iorque, onde a criminalidade era alta e com ela inclusive acusações de alta corrupção, situação que já se arrastava há tempos e que, em cada nova eleição, candidato repetiam as mesmas lengas-lengas que voltamos a escutar agora nesta campanha eleitoral: mais creches, mais empregos, mais taxasa às maiores fortunas, mais…, mais…., mais… Até à próxima eleição e a cantilena sempre voltando.

Eleito e reeleito, Rudolph William Louis Giuliani fez o que praticamente ninguém mais acreditava. Um governo que ao final, reduzindo a criminalidade em mais de 60%, baseando a sua campanha na qualidade de vida, combate ao crime, desenvolvimento do comércio e da educação.
Nova Iorque vivia então aquilo que temos hoje no Brasil: claros sinais de anomia, violência em alta, situação urbana desprezível, um distanciamento enorme entre o cidadão e o sistema em aplicação. Giulinani falava aquilo que o cidadão queria, sem se preocupar com modelos tradicionais do fazer política, e ao final o saldo foi altamente positivo.
Um destaque positivo do governo Giuliani foi o “tolerância zero”, tanto para situações como pessoas que urinavam em qualquer ponto da cidade, os que danificavam obras e metrôs, como também infratores de trânsito e, mais ainda, a bandidagem.

Claro, dirão muitos, e com carradas de razão, não dá para comparar uma cidade, ainda que seja Nova Iorque, com os problemas ddo tamanho que enfrenta o Brasil, até porque aqui, de forma lamentável, o Poder decisório está encastelado em Brasília onde, não é difícil verificar, é fácil ver os sinais claros de que mantém muito mais relação com o Brasil litorâneo do que com o país como um todo.
Nova Iorque daqueles dias era uma amostra bem grande do Brasil de hoje, onde além de clamar por emprego e um governo que realmente funcione, há um clamor por segurança, pela volta do mérito, pelo respeito à Lei e à Ordem, pelo uso não político das Forças Armadas, pelo fim do “império das imunidades”, pelo respeito à vida, numa lista imensa que, sabemos todos, não serão supridas com só quatro anos. Mas está em tempo de iniciar essa nova caminhada.

É comum ouvir-se que a boa escolha do Congresso Nacional é mais importante que do presidente da República. Mas, com certeza, a História tem uma boa lição e aqui mesmo no Brasil: JK realizou “50 anos em cinco”. Na situação que o país se encontra hoje poucos duvidam ser necessário um novo JK. E que o voto para a Presidência se torna muito maior do que se está porpagando.

E olhe que ele não tinha assim uma maioria no Congresso, enfrentou a sádica oposição de nomes como Carlos Lacerda, pessões de segmentos das Forças Armadas e, mesmo assim, fez.

Agora é o momento de repensar, do eleitor entender que há uma proposta de mudança radical, do fim do “politicamente correto”, mas que para isso depende apenas do eleitor, daqui a um mês e pouco entender que já chega de brincar de votar e que a Nação está em tal situação caótica que isso tornou a próxima eleição na mais importante para o paíes desde a de JK.

Considere-se dito!

LÚCIO OPINA
Lúcio Albuquerque, repórter e membro da Academia de Letras de Rondônia