Dentre os clássicos e épicos do cinema, nenhum outro filme igualou BEN HUR, lançado em 1959, que conseguiu o recorde de receber 11 prêmios Oscar, inclusive o de melhor ator, concedido ao astro Charlton Heston, que interpretou o nobre judeu contemporâneo de Jesus, homônimo dessa obra de arte cinematográfica. Numa determinada cena, em que Ben Hur confronta a autoridade militar romana na Palestina daquele ano 30 da Era Cristã, na pessoa do seu amigo de infância, o tribuno romando Messala, aquele nobre judeu fez essas afirmações proféticas:

                   Vocês podem conquistar  a Terra. Vocês podem chacinar o meu povo, mas isso não é o fim. Nós nos levantaremos de novo. […] Eu prefiro ser um louco do que um assassino. Você é um soldado que mata por Roma. Eu aviso a você: Roma é uma afronta a Deus. Roma está estrangulando o meu povo no meu país e em toda a Terra, mas não para sempre e eu lhe garanto que no dia em que Roma cair haverá um grito de liberdade tal como o mundo nunca ouviu antes.

                   Aqui no Brasil, durante 13 anos, entre 2003 e 2016, o Brasil conviveu com um sistema administrativo de governo cuja principal característica era o exagerado predomínio daquilo que o filósofo alemão Immanuel Kant chamava império categórico (divulgado na obra A metafísica da moral, publicada em 1.797), no qual as pessoas sempre agem baseadas nos princípios que desejam ver aplicadas universalmente. No caso brasileiro, o império categórico foi considerado o partido que levou ao poder o retirante nordestino que se denominava o pai dos pobres, o salvador da pátria, o exterminador da fome, o fazedor de milagres, etc.

                   Chegando ao poder, aquele falso “salvador da pátria” tratou de formar o mais corrupto dos governos da face da Terra, como demonstram os escândalos e as apurações do mensalão, do petrolão, do BNDESsão, etc. E não estando contente com aquela cleptocracia, decidiu fomentar o ódio entre as diferentes classes de pessoas, visando perpetuar o poder do seu império categórico, dos lacaios e dos demais salteadores do dinheiro público, intenção não alcançada totalmente apenas porque um certo Juiz Federal chamado Sérgio Moro descobriu tudo e começou a punir os delinquentes de plantão.

                   Para demonstrar quanto ódio e quanto veneno social espalhou aquela “jararaca” retirante, ficamos sabendo que o um dos grandes pensadores e apoiadores do Lulopetismo é o linguista Marcos Bagno, aquele escritor chamado de “aiatolá Khomeini da língua torta” pelo jornalista Reinaldo Azevedo, que também o considera pai da teoria do “preconceito linguístico”, que considera estarem corretas frases como estas: “Os menino pega os peixe” e “Nós vai de carro mesmo”. Para espalhar a cultura do ódio e intolerância típicas dos esquerdistas ou esquerdopatas, leia o que este escritor escreveu na sua página do facebook, no início deste mês de outubro de 2016:

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                        Devo confessar que acreditei naqueles engodos e naquela farsa até abril de 2002, quando admiti a culpa publicamente, pois no mês seguinte foi publicada uma mensagem minha, na seção de cartas da revista Veja, em maio daquele ano, na qual afirmei que após votar em Lula nas duas eleições presidenciais anteriores, resolvi acordar, pois os seus modelos de estadistas continuavam sendo os tiranos Fidel Castro, Hugo Chavez, Muhamah Khadafi, Saddam Hussein, etc.

                   Agora que o primeiro turno da eleição municipal de 2016 terminou, e após assistir ao vídeo em que o demiurgo Lula vociferava contra a eleição do prefeito João Dória Junior, de São Paulo, chamando-o de aventureiro e igulando-o ao ex-presidente Fernando Collor, vi a resposta dada por este grande venceder, que certamente possui um conteúdo profético, diante da iminente prisão que será decretada pelo Juiz Sérgio Moro: “O ex-presidente Lula sabe que em algum momento eu vou visitá-lo lá em Curitiba. Aí eu farei a minha homenagem a ele lá”.

                   Portanto, tal como disse o nobre judeu Ben Hur sobre a queda do Império Romano, a queda do império lulopestista trouxe para nós “um grito de liberdade tal como o mundo nunca ouviu antes”, pois começamos a nos livrar do câncer que corroeu as nossas entranhas e ceifou pelo menos uma geração de brasileiros.

prof-2Estácio Trajano Borges

* O autor é engenheiro agrônomo, advogado e teólogo; ocupa um cargo de analista judiciário no TRT da 14ª Região, desde 1991, e é integrante da Academia Maçônica de Letras de Rondônia.