O tradicional Dia de Ação de Graças, foi oficializado nos EUA, em 1.863, em plena Guerra Civil Americana, pelo então presidente Abraham Lincoln.

O que espanta é que os EUA estavam atravessando um momento muito difícil e mesmo assim decidiu promover o reconhecimento a Deus por tudo que fizera pela nação, elegendo um dia para que toda a nação agradecesse a Deus pelos seus inúmeros benefícios.

O profeta Habacuque que viveu nos tempos antigos, experimentou sentimento semelhante, diante da iminente invasão da sua pátria por uma nação estrangeira. Os babilônicos estavam prestes a destruir Israel, não obstante o profeta entoa uma canção singular que nos chama a atenção, nos seguintes termos: “Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide ; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas. Todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”.

Em ambos os casos, percebemos um sentimento que escapa a grande parte dos homens, a gratidão a Deus mesmo em meio a dores, sofrimentos e dificuldades. Para alguns, isso inclusive se constitui num desatino, porém é o caminho correto no nosso relacionamento com Deus.

Penso inclusive, que é uma questão de visão, as situações adversas eram apenas um momento que a nação estava atravessando, mas que com certeza iria superar. Os governantes projetaram seus olhares para o futuro e vislumbraram dias melhores, e antecipadamente e agradeceram a Deus.

Vivemos dias em que grande parte das pessoas, reclama da vida, do tempo, dos amigos, da família, do trabalho, do governo, parece que há uma insatisfação por tudo e em tudo. Não nos agradamos de quase nada, e vamos tocando a vida murmurando, criticando e reclamando de quase tudo.

A ingratidão, de acordo com a definição do nobre pastor Mike Murdock, é o investimento na pessoa errada, é apostar, acreditar e investir naquele que não reconhece o benefício recebido.

A ingratidão talvez seja a atitude mais indigna do ser humano, quando não reconhece o valor dos pais, do emprego que possui, dos irmãos, da família em si, dos amigos, da cidade em que mora, do país, do clima, das oportunidades, da saúde, dos livramentos, do cuidado de Deus, dos bens materiais, do fôlego de vida, do alimento, do ar que respiramos.

Se nossas vidas não têm sido tudo aquilo que projetamos, não apontemos o dedo para terceiros, transferindo a outros a responsabilidade que é nossa, devemos sim observar se nossas decisões e atitudes tem nos encaminhado para dias melhores ou dias piores.

Não percamos tempo, e agradeçamos por mais um dia de vida, independente daquilo que nos cerca, das nossas angústias e aflições, porque sabemos que nunca houve silêncio nos céus, nem ser humano algum ficou sem resposta, quando dobrou-se e, agradecimento a Deus, independente das circuntâncias.

Carlos Alberto Menezes da Costa

O autor é administrador, teólogo, pós graduado em metodologia do ensino superior e palestrante.