Um vídeo captado de celular na tarde do último domingo (12) registrou maus-tratos contra um filhote de cachorro no bairro do Tapanã, em Belém. Nas imagens, que estão provocando grande repercussão nas redes sociais, o animal aparece amarrado em uma corda, sendo arrastado pela dona, que dirige uma motocicleta.

As cenas são fortes. O filhote consegue correr por alguns segundos, mas logo cansa e é arrastado por metros pelo asfalto. O animal fica desacordado, só então a mulher para e o leva nos braços.

O vídeo foi feito pela estudante Milena Santiago, de 20 anos, que estava dentro de um carro na companhia de uma tia e um amigo, quando se deparou com a situação.

“Nunca tinha visto isso, fiquei chocada, nem consigo assistir ao vídeo, só postei para denunciar”, afirma Milena, que foi acionada por uma ONG protetora de animais, que deve, na manhã desta segunda-feira (13), fazer a ocorrência e solicitar o resgate do cão que aparece no vídeo.

Segundo a Delegacia de Meio Ambiente, em casos de maus-tratos, uma viatura da Polícia Civil vai até o local fazer o resgate do animal e a tutora é conduzida até a delegacia para prestar esclarecimentos.

Maus-tratos
Milena conta que chegou a pedir para a mulher parar e levar a cachorra no cesto da moto. “Eu falei pra ela não fazer isso com a cachorrinha, disse que não tinha condições de carregar a cadelinha, se fez de coitada. Aí eu olhei a cadelinha e ela estava muito assustada, com a patinha ralada, estava saindo sangue”, conta.

Segundo Milena, um homem que passou em outra moto apontou para a cachorra desacordada. “Ela disse que pensou que a cachorra iria conseguir correr junto com a moto. A cachorra tava se tremendo”, relata ainda.

Pessoas que moram no Tapanã viram as imagens postadas por Milena e entraram em contato para informar que sabiam quem era a mulher e onde ela morava. “Disseram que ela é uma senhora muito religiosa, que vive lendo a Bíblia”.

A Delegacia de Meio Ambiente investiga também um caso de maus-tratos dentro da Universidade Federal do Pará (UFPA). Uma cadela, que estava parindo seus filhotes, em uma das passarelas da instituição, teria sido colocada dentro de uma sacola plástica e jogada no lixo.

Uma pessoa que a viu agonizando, acionou a ONG Peludinhos da UFPA, que já encontrou a cachorra morta e os filhotes ainda se mexendo dentro da barriga do animal. Um Boletim de Ocorrência foi registrado sobre o caso.