Resposta militar contra eventual ataque da Coreia do Norte está pronta, diz Trump

'Espero que Kim Jong Un encontre outro caminho', afirmou o presidente americano. Relação entre os dois países deteriorou após a divulgação da intenção norte-coreana de atacar a ilha americana de Guam.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11) que a solução militar americana para um eventual ataque da Coreia do Norte já está pronta, em mais um capítulo do embate entre os dois países. A relação deteriorou após a divulgação da intenção norte-coreana de atacar a ilha americana de Guam, no Pacífico.

“As soluções militares estão agora totalmente instaladas, guardadas e carregadas, se a Coreia do Norte atuar imprudentemente. Espero que Kim Jong Un encontre outro caminho!”, afirmou no Twitter.

A chanceler alemã, Angela Merkel, opôs-se a qualquer solução militar para resolver a escalada na tensão entre os dois países.

O plano de ataque está em fase final e deve ser apresentado ao líder coreano, Kim Jong-un, até a metade de agosto, passando então a depender apenas de uma ordem sua para ser executado, segundo comunicado da Força Estratégica do Exército do Povo Coreano, que assina o comunicado divulgado pela Agência de Notícias Central Coreana.

Fogo e fúria

Trump usou a expressão “fogo e fúria” na terça-feira, ao comentar ameaças norte-coreanas, quando declarou: “É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos Estados Unidos. Enfrentarão fogo e fúria como o mundo nunca viu”.

No dia seguinte, ao detalhar seu plano para atacar Guam, o general norte-coreano Kim Rak Gyom afirmou que a declaração do presidente americano era “um monte de bobagem”.

“Parece que ele não entendeu o recado. Diálogo saudável não é possível com um sujeito tão desprovido de razão e apenas força absoluta pode funcionar sobre ele”, disse o general.
Como o tom bélico não caiu após a forte declaração de Trump, o presidente avaliou que sua declaração não tinha sido “forte o suficiente”.

A Coreia do Norte contra-atacou afirmando que os Estados Unidos irão “sofrer uma derrota vergonhosa e uma condenação final” caso “persistam em suas aventuras militares, sanções e pressões extremas”.

Vista aérea de Guam (Foto: Marinha dos EUA via Reuters)