RONDÔNIA: Motorista que atropelou estudante é indiciado por homicídio doloso

Inquérito sobre o atropelamento foi concluído nesta quarta-feira (8). Motorista será indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

A Polícia Civil concluiu, nesta quarta-feira (8), o inquérito sobre o atropelamento que matou a estudante Auricélia Soares, quando atravessava a BR-364, na região do Bairro fortaleza, em Porto Velho. O acidente aconteceu no dia 8 de fevereiro, há exatamente um mês. O motorista que dirigia o veículo responderá por homicídio doloso.

Após o atropelamento, o motorista que atropelou Auricélia Soares foi preso em flagrante e liberado dois dias depois após pagar fiança.

A Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (8) o inquérito sobre o acidente. Em entrevista à Rede Amazônica, segundo o delegado Osmar Casa, o motorista será indiciado por homicídio doloso, quando há a intenção de matar.

“Nós temos que observar no artigo 28 do código de trânsito. Ele determina que você ande em velocidade suficiente para imobilizar seu veículo a tempo de não causar nenhum acidente, ou seja, não significa que a rodovia permitindo 60 km/h você pode andar 60 km/h. Nós sabemos que naquele momento havia chuva no local e que o veículo estava carregado, ou seja, as condições de frenagem não eram as habituais como no caso de um veículo vazio é o causador do acidente”, explicou o delegado.

O pai da estudante, Antônio Soares, disse em entrevista à Rede Amazônica que espera que essa tragédia sirva para que medidas sejam tomadas e assim melhorar a segurança no local onde aconteceu o atropelamento.

“A dor que nós que estamos passando jamais eu quero para outra família. Para ter mais segurança tem que melhorar mais. Inclusive ontem nós tivemos que atravessar do outro lado para pegar o ônibus para ir ao Centro. Então a gente tem que atravessar. Passou um carro em alta velocidade e nós até comentamos sobre que, daquele jeito, ia continuar tendo acidente ali, pois se livra de um lado, mas do outro está o perigo”, disse inconformado.

No local onde a estudante Auricélia foi atropelada e morta quando voltava da escola, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) instalou placas de sinalização de faixa de pedestre e uma lombada, após protestos de moradores que moram na região.