Saiba como pagar as contas durante a greve nos bancos

Bancários entraram em greve em todo estado de Rondônia, parando de atender nas agências. Portanto, fique atento ao que fazer para pagar as contas durante a paralisação.

A dica, de acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é antecipar o pagamento dos boletos, se for possível, ou optar pelos canais alternativos como caixas eletrônicos ou internet banking.

Os trabalhadores ficarão de braços cruzados até que os bancos atendam à reivindicação salarial da categoria. A última greve da categoria, em 2015, se arrastou por 21 dias.

Aprovado em assembleia geral realizada na sede do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), em Porto Velho. O movimento segue tendência nacional de paralisação depois que a categoria rejeitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 6,5% de reajuste mais abono de R$ 3 mil.

Os bancários defendem a reposição da inflação (9,57%) mais 5% de reajuste, além de piso de R$3.940,24 (equivalente ao salário-mínimo do Dieese em valores de junho último).

Só caixas automáticos

O presidente José Avelino da Fetec-CUT/CN, reclama da proposta da Fenaban, que nem sequer cobre a inflação projetada até a data-base (1º de setembro) deste ano, de 9,57%.

Por isso, o sindicato publicará avisos na imprensa explicando as razões do movimento e apoiará a população no acesso aos serviços de autoatendimento (vias caixas eletrônicos).

De acordo com ela, “os banqueiros lucraram quase R$ 70 bilhões no ano passado, 16,2% mais do que em 2014, à custa da classe trabalhadora.

Para os bancos não existe crise e eles têm plenas condições de atender a reivindicação de 14,78% de reajuste salarial, além das demais pautas por melhores condições de trabalho”.

Outro ponto considerado crítico na proposta patronal é o pagamento de um abono salarial de R$ 3 mil.

“O abono é uma estratégia usada pelas empresas para achatar os pisos de ingresso e não recompor o poder de compra dos salários, com o objetivo claro de acumular lucro”, explica o secretário geral Euryale Brasil.

Ele explica ainda que o abono produz perdas sobre o 13° salário, férias, INSS, FGTS, PLR. “O valor apenas resolve os problemas imediatos do mês. E, sendo assim, os bancos não contabilizam a quantia na folha seguinte”.