Desde 2010 atendendo à população pelo Programa Melhor em Casa, convênio do Estado com o Governo Federal, o Serviço Assistencial Multidisciplinar e Domiciliar (Samd) conta atualmente com quatro equipes credenciadas pelo Ministério da Saúde para fazer as visitas de assistência médica a pacientes em tratamento domiciliar.

São 270 pacientes em toda a cidade que recebem o serviço, com acompanhamento de medicação, verificação de sinais vitais, curativos, encaminhamento para consultas, alta médica ou retorno às unidades hospitalares de internação que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

As equipes são divididas por região. As duas equipes da manhã atendem à Zona Leste e Norte, e as duas da tarde, com mais uma equipe ainda não habilitada pelo programa, atendem à Zona Sul e Central da cidade. São 60 profissionais trabalhando no Samd, sendo que cada equipe de atendimento é composta por médico, enfermeiro, e cinco técnicos de enfermagem. Já a equipe de apoio é formada por assistente social, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, e fonoaudiólogo.

Segundo a diretora da unidade, Sâmia Rocha, há pacientes que necessitam de apenas uma visita ao mês, mas o quadro de saúde é o que determina o número de visitas, podendo acontecer até por três dias da semana. Nos finais de semana, há sempre uma equipe de plantão, e os agendamentos de visitas são programados de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h para as equipes matutinas, e das 13h às 19h para as vespertinas. O repasse do MS é de cerca de R$ 200 mil mensais, mas toda a estrutura e medicamentos, além dos profissionais, são responsabilidade do estado.

“Temos também parceria com a prefeitura, onde conseguimos alguns materiais de atendimento básico”, acrescenta a diretora. O atendimento é destinado a pacientes a partir de 18 anos, e só é realizado mediante termo de responsabilidade de um cuidador, pois os pacientes não podem ficar sozinhos na residência.

Para a família do senhor José Francisco Almeida, 65 anos, o Samd é como uma benção. “Não temos do que reclamar. Eles sempre cumprem com o cronograma de visitas, acompanham a medicação, encaminham para consultas e são muito amorosos com ele”, conta a filha do paciente, Ana Paula Leite Diniz.

O idoso sofre de um problema na próstata e utiliza sonda. Ao ser diagnosticado há dois anos, também foi detectada uma severa tuberculose, sendo necessária a interrupção do tratamento da próstata para tratar a TB. “Há um ano eles vem, acompanham todo o processo e ele conseguiu, apesar de muito debilitado ainda, se curar da TB”, diz a filha.

“Eu fico muito feliz cada vez que eles vem. Me tratam muito bem, trocam minha sonda, e são pessoas maravilhosas”, declara Seu José. A médica, Michelli Vicente, se emociona com a recepção do paciente. “A gente entra na casa deles, e acaba fazendo parte da famílias deles e eles da nossa”.

Tamires Oliveira é a enfermeira da equipe Açaí (todas as equipes tem um nome), e faz toda o procedimento profissional juntamente com a médica, já deixando todas as visitas encaminhadas e devidamente agendadas. A logística do SAMD inclui acompanhamento aos exames, disponibilizando uma ambulância para os casos necessários, e ainda um veículo de menor porte para os casos de pacientes que conseguem caminhar.

“Nós estamos esperando entrar o novo ano para solicitar o credenciamento de mais duas equipes que já estão formadas e acreditamos que o atendimento só tende a melhorar. O objetivo é abrir vagas nos leitos hospitalares do SUS, e dar mais conforto para esses pacientes que podem continuar o tratamento em casa, no seio familiar”, finalizou a diretora, Sâmia Rocha.

Fonte: Secom