O secretário da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran), Carlos Henrique da Costa e o secretário adjunto Fábio Sartori foram presos temporariamente na manhã desta quarta-feira (19) pela Polícia Civil em Porto Velho. Além deles, um dos responsáveis pela empresa de sinalização investigada e servidores da Semtran também foram detidos. No total oito mandados de prisão foram expedidos.

Segundo as investigações o secretário e o adjunto são suspeitos de envolvimento em um suposto sistema de fraude na manutenção de semáforos.

As irregularidades são apuradas na ”Operação Sinal Vermelho” deflagrada no dia 8 de novembro. Segundo a denúncia feita à polícia, o serviço de semaforização inteligente da capital não está sendo cumprido, apesar de estar sendo pago pelo município desde 2011.

Na ocasião a Delegacia de Repressão as Ações Criminosas (Draco) cumpriu mandado de buscas e apreensões de documentos referentes a 2011 na Semtran.

O G1 tenta localizar os advogados dos envolvidos.

Prefeitura de Porto Velho informou por meio de nota que acompanha o caso e que todas as informações referentes ao processo de manutenção semafórica, do ano de 2011, estão disponíveis para consulta no Portal da Transparência.

Confira a íntegra a nota divulgada pela Prefeitura de Porto Velho:

“Nota de esclarecimento sobre ação policial na Semtran

Em relação as prisões do titular e do adjunto da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte (Semtran), entre outros servidores, a Prefeitura de Porto Velho esclarece que está acompanhando o caso e que todas as informações relativas ao processo de manutenção semafórica, do ano de 2011, que pode ter motivado as prisões, estão às claras, com todos valores pagos disponíveis no Portal da Transparência.

O prefeito Hildon Chaves afirma que todas as informações solicitadas pelos órgãos de controle e pela polícia são imediatamente repassadas, sem necessidade de ações repressivas ou coercitivas. “Não temos nada a esconder. Todos os pagamentos feitos nos últimos quatro anos estão disponíveis para consulta em nossas plataformas digitais”, salientou.

Em 2015 foram pagos R$ 9.356.000, ainda na gestão do ex-prefeito Mauro; em 2016, foram pagos R$ 9.493.00, segundo dados do sistema de contabilidade da Prefeitura de Porto Velho. Na atual gestão, em 2017, foram pagos R$ 2.031.000, uma economia de mais de R$ 7 milhões. Em 2018, o valor pago é de R$ 1.305.000. “Então, não entendo exatamente o que está acontecendo, mas imagino que seja referente aos valores vultosos pagos na gestão anterior. De todo modo, vamos acompanhar, sempre colaborando com a Justiça”, salientou o prefeito Hildon Chaves.”

Fonte: G1RO