A eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia não alterou a disposição da CBF de renovar o contrato do técnico Tite. A intenção é oferecer ao treinador um novo contrato – o atual termina agora – pelo período de quatro anos, encerrando-se no Mundial do Catar, em 2022. O treinador gosta da ideia, mas nessa sexta-feira (6/7) disse ser cedo para resolver a situação.

O trabalho de Tite, iniciado no segundo semestre de 2016, ainda com a CBF sob o comando de Marco Polo Del Nero, hoje banido do futebol pela Fifa, é bem avaliado pela nova diretoria da entidade. Os dirigentes consideram que ele e seus pares implementaram conceitos modernos de preparação e planejamento e que o trabalho de campo é de alto nível.

Nessa sexta-feira, Tite preferiu não falar sobre o futuro e fugiu das perguntas sobre renovação. Mas revelou nas entrelinhas o desejo de ficar. “Toda vez que um técnico consegue desenvolver o trabalho com um tempo maior, consegue desenvolver melhor. Não só em seleção, no clube também. Quanto mais tempo com o atleta, mexe mais com o técnico, o emocional”.

O treinador lembrou que assumiu a Seleção Brasileira nas Eliminatórias, quando a equipe amargava um sexto lugar – e ele diz ter feito isso de “coração aberto”. No ano passado, Tite havia revelado que gostaria de fazer um trabalho de longo prazo na Seleção Brasileira.

Se for mantido até 2022, será a primeira vez que um treinador continuará à frente da Seleção desde Zagallo entre 1970 e 1974. Telê Santana foi o treinador em 1982 e 1986, mas não de maneira seguida.

Fonte: Metropoles