Sindler questiona devolução de verba da ALE para atender o Estado

A diretoria do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo de Rondônia (Sindler) se posicionou contrário à decisão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa devolver ao governo de Rondônia, R$ 10 milhões para que o governo mantenha o teto limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e não tenha que descontar dos servidores estatutários, 6% do salário base, pagos em forma de auxílio transporte.

De acordo com a diretoria do Sindler, é louvável a iniciativa da Casa de devolver recursos, mas, no entanto, não é justo que o servidor da Assembleia Legislativa, muitos com mais de 30 anos de serviços prestados, sejam sacrificados por conta deste gesto de “bondade”.

A diretoria informa à Casa que o aumento da tabela é um acordo de 2012 que só foi viabilizado com a aposentadoria de vários companheiros, e a absorção do auxílio saúde. Há casos em que servidores, no salário líquido, receberam menos.

De acordo com a diretoria do sindicato, é preciso resolver o problema do Governo do Estado, mas não se pode sacrificar os servidores: nem do Estado e muito menos da Assembleia Legislativa, que têm muitos direitos adquiridos sendo parcelados, e a maioria não paga. “A Casa nos deve muito. Vamos ao Poder Judiciário pra que seja respeitado a cronologia dos processos. Isso é improbidade”, afirmam os diretores.

OUTRAS GORDURAS

A diretoria do Sindler reafirma que há outras formas do governo do Estado obter esses recursos sem descontar o auxílio transporte dos seus servidores, e nem se vitimando para que a Assembleia Legislativa devolva R$ 10 milhões de seu orçamento ao Estado.

A direção do sindicato disse ainda que como o governo “cortar outras gorduras”, sanear suas contas e não prejudicar ninguém.

 CONFIRA OFÍCIO E POSICIONAMENTO DA CASAoficio-sindler-outubro

oficio-sindler-outubro-02

 

oficio-sindler-outubro-03jpg

oficio-sindler-outubro-03