As movimentações bancárias do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli e de sua mulher, a advogada Roberta Rangel, são objeto de reportagem da Revista Crusoé, que mostra indícios de irregularidades nas transações do casal e suposta omissão do Banco Mercantil do Brasil em dar conhecimento às autoridades financeiras sobre as suspeitas. Neste recesso do Judiciário, o ministro assumiu a presidência do STF.

A revista aponta depósitos mensais de R$ 100 mil feitos pela mulher de Toffoli mensalmente na conta do ministro. Os créditos somariam mais de R$ 4,5 milhões. Ao menos em 2015, a área técnica do Banco Mercantil do Brasil viu indícios de lavagem de dinheiro nas transações. No entanto, de acordo com a revista, a regra manda que, nessas situações, as transações tidas como suspeitas sejam reportadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, o órgão de inteligência do Ministério da Fazenda que registra as operações num banco de dados e, a depender do caso, encaminha os indícios para as autoridades competentes, como a polícia ou o Ministério Público. Este comunicado não chegou a ser feito pelo banco.

Fonte: Metrópoles