Os corpos do casal sequestrado Edineia Cardoso Ferreira, de 55 anos, e José Carlos Nunes Guimarães, de 63, foram localizados pela Polícia Civil em terrenos do município de Rio Preto da Eva, a 57 quilômetros de Manaus. A informação foi confirmada pelo delegado Cícero Túlio, titular do 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e que investiga o caso. Dois homens e uma mulher foram presos pelo crime.

O primeiro corpo a ser localizado foi o da autônoma Edineia, após os policiais do 23º DIP prenderem os sequestradores das vítimas no município de Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus. Os presos informaram que haviam matado o casal e levaram a polícia até onde estava o corpo da mulher. Depois, durante noite, foi encontrado o corpo do marido dela, o aposentando José Carlos.

As vítimas, que possuem um restaurante na avenida Constantino Nery, no bairro Chapada, Zona Centro-Sul, estavam desaparecidas há quatro dias, após saírem para trabalhar às 5h da quarta-feira (20), no bairro da União, na Zona Centro-Sul da capital, e serem levadas pelos sequestrados. De acordo com familiares das vítimas, que preferiram manter o nome em sigilo por medo de represália, o casal devia dinheiro a um dos sequestradores, identificado como o colombiano “Nildomar”, que vivia fazendo cobranças e os ameaçando.

Nesta tarde, os familiares do casal Edinéia e José Carlos ainda tinham a esperança de que eles estivessem vivos. A informação passada pelo delegado Cícero Túlio de que havia sido encontrado o corpo de Edinéia, acabou com a esperança da família.

Conforme o que foi apurado pela família, o casal foi sequestrado por homens que estavam em um carro prata de placa não identificada. Uma filha de Edinéia, que preferiu manter o nome em sigilo, disse que no mesmo dia em que o casal foi levado, os sequestradores passaram a ligar para a família pedindo resgate. “Ele ligavam todo dia dizendo que queriam dinheiro, mas quando perguntamos quanto eles queriam, os mesmos desligam”, contou.

De acordo com a filha de Edinéia, os criminosos diziam que estavam com o casal, estavam os alimentando, mas que estavam amarrados e sob o domínio deles. Segundo familiares, José Carlos era funcionário público estadual aposentado e Edinéia, dona do restaurante. Os dois trabalhavam juntos fornecendo refeições para órgãos da Prefeitura de Manaus.